Amigos e convidados
Prestem muita atenção
Vou contar uma história
De luta e emoção
Vou falar de Virgulino
De apelido Lampião
Nascido aqui no Sertão
Para os lados de Serra Talhada
Fez muitas estripulias
Com quem usava uma farda
Foi herói e foi bandido
De uma vida agitada
Esse apelido que deram
Não se sabe bem a história
Chamavam de Lampião
Valente homem de glória
Feitos que não se acabam
Não saem da nossa memória
Esse tal de Lampião
Enalteceu o Nordeste
Terra de povo valente
Homens cabra da peste
Lugar de riqueza e pobreza
De esperança o povo se veste
Muitos irmãos ele tinha
Que juntos o ajudaram
O Antonio e o Levino
Muitos homens eles mataram
Por não aceitarem injustiças
A morte do pai vingaram
Lampião o revolucionário
De muitos crimes foi acusado
Dos coronéis era rival
Perseguia muitos soldados
Apesar de tanta violência
Sempre será lembrado.
Paraíba, Ceará e Bahia
Por esses lugares passou
Mas foi em Pernambuco
Lugar onde morou
Sua vida de perseguido
Esta sina começou
Bandeou-se para Alagoas
Sergipe e também a Bahia
Naquelas terras tão belas
Teve os melhores dias
E mais algumas batalhas
O nosso herói travaria
Por ser um homem bom
Atuando como justiceiro
Lembrava o herói Hobin Hood
Esse nosso cangaceiro
Recebia apoio de muitos
Inclusive de coiteiros
Mas foi lá na Bahia
Que o amor aconteceu
Maria Deia Nenen
Com seu coração mexeu
Virou Maria Bonita
E com nosso herói viveu
Moça, bonita e formosa
De coragem e de vontade
Vira também cangaceira
Fugindo daquela cidade
Mulher de Lampião
Se tornaria mais tarde
Algum tempo depois
Essa paixão aumentou
A morena mais bonita
Pelo herói se apaixonou
E com o temido Lampião
A garota formosa casou
Sua coragem infinita
A do nosso cangaceiro
Ajudou no nascer da filha
Atuando como parteiro
Assim nasceu Expedita
Embaixo de um umbuzeiro
Era uma vida difícil
De muita complicação
Então deixaram a criança
Com um casal guardião
Para seguirem a jornada
Nas terras desse sertão
Surgiu um estrangeiro
O Benjamim Abraão
Com uma carta do padre Cícero
Pedido de autorização
Pra registrar os momentos
Do bando e de Lampião
Não podemos esquecer
Do Lampião criador
Das roupas que desenhava
Até nisso era inventor
Chapéus, cartucheiras de ouro
De poeta a cantador
Dizem que “Mulher rendeira”
Canção que ele cantava
Era de sua autoria
Assim o povo falava
Pra mim não é novidade
Pois versos ele criava
Bandido ou herói tanto faz
Lampião virou uma lenda
Mas numa certa madrugada
Em Angicos numa fazenda
Uma volante sangrenta
Travou-se uma batalha horrenda
João Bezerra e o sargento Aniceto
Cuspindo fogo com suas metralhas
Criando um imenso pavor
Alguns minutos dessa batalha
Por causa de um traidor
Não se sabe quem foi o canalha
Foi triste todo cenário
De morte e destruição
Alguns escaparam com vida
Sumindo na mata então
Mas era o fim do cangaço
De Virgulino o Lampião
Ainda não era o bastante
A agonia e a maldade
Sua cabeça é cortada
Numa atitude covarde
Seu corpo esquartejado
Pra ser exemplo mais tarde
Nem Maria Bonita escapou
Também foi sacrificada
Dizem que ainda com vida
Ela foi decapitada
Não teve a menor chance
De fugir dessa cilada
Não vou aqui defender
A vida dos cangaceiros
Mataram muitas pessoas
No tiro eram ligeiros
Não mereciam morrer
Nas mãos dos carniceiros
Obrigado pela atenção
Nesta tarde de alegria
De festa de animação
Que vivemos neste dia
Fiquem todos com Deus
E também com a Virgem Maria ROSEANE PIRES

Ficou muito bom amiga. Adorei!
ResponderExcluirEm breve vou tentar criar o meu. Deu Uma inveeeja!!! Mas inveja boa!
Disterro Leão
Obrigada, amiga.
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